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	<title>O Blog do Adalberto</title>
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		<title>O Blog do Adalberto</title>
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		<title>O Melão Doirado do Magreb</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 14:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adalbertus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabava eu de chegar das minhas merecidas férias quando ao conectar-me na minha rede social favorita, o facebook, deparo-me com um apimentado debate sobre o já famosíssimo melão doirado da não menos famosa Casa dos Frescos (passe a publicidade). Melões e especulações a parte, a acesa discussão que para os meus olhos começou com os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=32&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabava eu de chegar das minhas merecidas férias quando ao conectar-me na minha rede social favorita, o <em>facebook</em>, deparo-me com um apimentado debate sobre o já famosíssimo melão doirado da não menos famosa Casa dos Frescos (passe a publicidade).</p>
<p>Melões e especulações a parte, a acesa discussão que para os meus olhos começou com os <em>facebookanos</em> de Angola, indo parar ao blog Club-K e ao website Angonoticias, se tornou tema de conversa nas esquinas e praças da cidade, nas empresas, bares, candongueiros e finalmente tema central das sentadas familiares de fim-de-semana com<a href="http://adalbertus.files.wordpress.com/2011/02/tunisia2.png"><img class="alignright size-medium wp-image-33" title="Tunisia2" src="http://adalbertus.files.wordpress.com/2011/02/tunisia2.png?w=242&#038;h=181" alt="" width="242" height="181" /></a>o bem cantou a diva Pérola – que a propósito é uma das 200 pessoas a mim conectadas via facebook.</p>
<p>Inspirado, comecei a escrever um artigo sobre esta demonstração de força dos <em>new media</em> angolanos, quando sou surpreendido pelo papel quase determinante que os média sociais jogaram e têm jogado, na Tunísia e no Egipto, ao ajudarem os manifestantes a se organizarem e a resgatar a atenção da comunidade internacional.</p>
<p>Uma imagem que não me sai da cabeça é a de um vídeo amador filmado a partir da varanda de um apartamento na cidade do Cairo, em que se vê um turbilhão de manifestantes egípcios nas ruas desafiando a autoridade da polícia.</p>
<p>Neste vídeo um jovem coloca-se corajosamente em frente a um canhão de água como se fosse capaz de travar o jacto de alta pressão que momentos depois é pulverizado perigosamente para o rosto do jovem – que deus o tenha.</p>
<p>O dramático vídeo, é tal e qual o vídeo do jovem Tunisino, <em>Mohamed </em><em>Bouazizi, </em>que imolou-se, apenas mais um exemplo de como as redes sociais estão a ser usadas para documentar e disseminar cenas da vida real para todo o mundo.</p>
<p>Resumindo, na Tunísia e fundamentalmente no Egipto, o facebook, o twitter e o youtube revelaram-se ferramentas importantes para aumentar a consciencialização, criar slogans, marcar e indicar pontos de reuniões. Uma das acções mais relevantes foi o inquérito iniciado no facebook por um grupo pró-democrata que continha uma única questão: “você vai se manifestar no dia 25 de Janeiro?” – mais de noventa mil pessoas disseram que sim.</p>
<p>Foi assim que o governo do Egipto bloqueou o acesso a certos médias sociais e redes telefónicas forçando os provedores de acesso a Internet a cooperar – uma atitude que se revelou simplesmente ineficaz.</p>
<p>Os média sociais revelam-se então como uma das mais eficazes ferramentas de comunicação capazes de mobilizar grandes massas populares em qualquer parte do mundo globalizado, incluindo Angola.</p>
<p>Sim, incluindo Angola. Esqueçam o argumento de que o acesso às tecnologias de informação por cá é ainda limitado pois segundo os indicadores de desenvolvimento humano do Banco Mundial no Egipto apenas 18% da população tem acesso regular a Internet. Peguemos como exemplo o inocente caso do melão doirado (novamente ele) num país onde segundo o estudo acima citado apenas 3.1% da população acede regularmente a Internet foi possível levar o caso às barras da justiça.</p>
<p>Redes sociais a parte não podemos dar-nos ao luxo de esquecer que a fonte primária dos tumultos no norte de África está longe de ser o nível de acesso a Internet mas sim o volume de corrupção governativa, desigualdades, pobreza, falta de emprego e de oportunidades.</p>
<p>Falo das mesmas oportunidades que faltaram a <em>Mohamed Bouazizi</em>, um jovem de 26 anos e com formação superior que sobrevivia <em>zungando </em>pelas ruas de Tunis e que expressou a sua frustração da maneira mais drástica possível devido à falta de emprego, oportunidade e dignidade, quebrando assim a barreira do medo que paralisava às populações árabes, e pondo a nu o descontentamento geral com os seus governos.</p>
<p><strong>Adalberto Fernandes</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/adalbertus.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/adalbertus.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/adalbertus.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/adalbertus.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/adalbertus.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/adalbertus.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/adalbertus.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/adalbertus.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/adalbertus.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/adalbertus.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/adalbertus.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/adalbertus.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/adalbertus.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/adalbertus.wordpress.com/32/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=32&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Racismo, proteccionismo e etc.</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 09:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adalbertus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Racismo, proteccionismo e etc. A capa da revista New Yorker desta semana mostra o candidato democrata Barack Obama vestido de muçulmano no Salão Oval e sua mulher, Michelle, usa um cabelo black power e uma arma AK-47 no ombro. Na lareira, uma bandeira americana é queimada sob uma foto de Osama bin Laden. Segundo a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=10&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span lang="PT"><img class="alignright size-full wp-image-21" title="obama-new-yorker-cover" src="http://adalbertus.files.wordpress.com/2008/07/obama-new-yorker-cover.jpg" alt="obama-new-yorker-cover" width="155" height="212" />Racismo, proteccionismo e etc.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT">A capa da revista New Yorker desta semana mostra o candidato democrata Barack Obama vestido de muçulmano no Salão Oval e sua mulher, Michelle, usa um cabelo black power e uma arma AK-47 no ombro. Na lareira, uma bandeira americana é queimada sob uma foto de Osama bin Laden.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT">Segundo a revista, o objectivo da ilustração era fazer uma sátira sobre os boatos que a direita espalha sobre Obama. O ilustrador da revista acha que a ideia de rotular Obama como antipatriótico e terrorista é absurda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT">Entretanto, a campanha de Obama, não achou a menor graça afirmando que a caricatura era ofensiva e de mau gosto sendo uma compilação dos boatos sobre Obama e Michelle: o de que ele é muçulmano, não é patriota, e o de que ela é uma revolucionária.</span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT">A campanha do republicano John McCain também condenou a imagem, mas certamente vai tirar benefícios da mesma.</span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT">Por outro lado, grande parte da comunidade jornalística afirma que a capa está dentro dos limites do jornalismo realçando que as sátiras não têm como ser politicamente correctas.</span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT"><br />
Eu pessoalmente acho que tem havido uma postura excessivamente defensiva em relação a tudo que se comenta ou opina sobre Obama. Sátiras como esta aparecem todos os dias. O Presidente Bush deve estar farto delas, O McCain também recebe muitas fundamentalmente relacionadas à sua idade <em>avançada</em>.</span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT"><br />
A título de exemplo, já repararam vocês que se alguém disser que o homem negro é sexualmente mais activo que o homem de raça branca ninguém vai achar ofensivo, mas quando James Watson disse que tinha provas científicas de que o homem negro é menos inteligente do que o branco, foi logo rotulado de racista.<br />
</span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT"><br />
Considero este exemplo como uma autocrítica, pois bem recentemente quando em conversa com um jovem conhecido, nacionalidade sul-africana e de raça branca, ele me disse que detestava o corredor de fórmula 1 Lewis Hamilton. A minha primeira reacção foi achar que o tipo era racista ou que detestava-o por ser negro, mas depois reflecti que eu também detestava o Schumacher e detesto o Alonso. Então, porque cargas de água não poderia ele também detestar o Hammilton?<br />
</span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT"><br />
Para vossa reflexão.</span></p>
<p class="inside-copy" style="text-align:justify;margin:0 0 .0001pt;"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT">Adalberto Fernandes</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/adalbertus.wordpress.com/10/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/adalbertus.wordpress.com/10/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/adalbertus.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/adalbertus.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/adalbertus.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/adalbertus.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/adalbertus.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/adalbertus.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/adalbertus.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/adalbertus.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/adalbertus.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/adalbertus.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/adalbertus.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/adalbertus.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/adalbertus.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/adalbertus.wordpress.com/10/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=10&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Audácia da esperança!!!</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 18:48:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adalbertus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniao]]></category>
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		<description><![CDATA[A Audácia da esperança!!! Aconteceu o (in)esperado. Barack Obama venceu a disputa com a ex-primeira-dama, Hillary Clinton, e será o candidato do Partido Democrata às eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos. É sem dúvida um triunfo de dimensões históricas que faz dele o primeiro negro (ou afro-americano como queiram) com chances de governar o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=8&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="float:right;" src="http://clutchmagonline.com/wp-content/uploads/061211_obama_vlrg_3awidec.jpg" alt="" width="103" height="133" /></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">A Audácia da esperança!!!</span></span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Aconteceu o (in)esperado. Barack Obama venceu a disputa com a ex-primeira-dama, Hillary Clinton, e será o candidato do Partido Democrata às eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos. É sem dúvida um triunfo de dimensões históricas que faz dele o primeiro negro (ou afro-americano como queiram) com chances de governar o país mais poderoso do planeta.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="PT-BR">Estas </span><span lang="PT">eleições nos Estados Unidos têm sido tema de debate nos escritórios da baixa luandense, nas sentadas de fim de semana e até nos apertados assentos dos nossos úteis <em>candongueiros </em>onde as análises de bancada não deixavam na maior parte dos casos de atribuir derrota inevitável a Obama devido a cor da sua pele. Houve até quem sugerisse que Obama devia abandonar a contenda enquanto era cedo para não ser humilhado, pois os democratas brancos nunca permitiriam que um negro os representasse nas presidenciais de Novembro.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estando um pouco atento ao cenário político americano, não foi para mim uma surpresa ver Obama cilindrar Hillary, mas foi inevitável constatar o facto de Hillary ter tido vantagem entre mulheres, eleitores mais velhos e hispânicos, enquanto Obama confirmou sempre o seu domínio entre homens, jovens, “independentes” e afro-americanos. </span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Portanto, não tenho como negar que a questão do género e da raça estiveram em jogo, fundamentalmente na estratégia de Hillary que não escondia muito bem alguns argumentos feministas, talvez pelo facto do sexismo ser de certa forma menos ofensivo do que o racismo. </span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Já Obama foi extremamente hábil na gestão da tensão racial procurando ao máximo não ser considerado &#8220;o candidato dos afro-americanos&#8221;, factor que poderia ter deitado por água abaixo a suas pretensões. Ouvi também uma tese curiosa que dizia que muitos americanos de raça branca votariam em Obama para provar a si mesmos que não tinham qualquer preconceito racial.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ainda assim o candidato negro, que ainda tem contra si o facto de ser filho de um muçulmano e ter um nome árabe, conduziu a sua campanha defendendo com propriedade que as eleições nada têm a haver com diferenças de género, etárias, raciais, religiosas ou regionais. Obama atestou sempre que o pleito eleitoral é uma contenda entre o passado e o futuro, uma ponte que separa a continuidade da mudança.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Hoje, dissipadas que estão as dúvidas sobre as reais possibilidades de Obama vir a dirigir a América, alguns dos cépticos que nos rodeiam voltaram a carga dizendo que os Americanos não se deixarão governar por um afro-americano e que até os democratas poderão votar no Republicano John McCain para proteger o <em>establishment</em> ou seja; manter o domínio da raça branca na América.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tal análise é para mim desprovida de substância e chega até a ofender as reais e fortes capacidades que John McCain tem de vencer as eleições presidenciais. McCain é um candidato forte, perito nos mais bicudos dossiers da política interna e externa da América, goza de boa reputação e representa a mudança dentro da continuidade que é sempre uma escolha confortável para qualquer eleitorado.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Assim sendo, do mesmo jeito que recusei considerar a disputa entre os candidatos democratas como uma questão de género vs raça, também me recuso a considerar o futuro embate entre McCain e Obama como uma disputa racial – se assim fosse, acredito eu, jamais Obama teria chegado onde está.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Considero portanto que Independentemente do resultado final da corrida eleitoral, e inspirado pela obra de Obama que tem pelo título “A audácia da esperança” solicito aos cépticos e não só, um momento de reflexão e análise sobre o que os americanos esperam que aconteça com as grandes questões que mais lhes interessam como o terrorismo, o aborto, a reforma educacional, a saúde, os impostos, a guerra no Iraque, o casamento entre pessoas do mesmo género e outras temas chave.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="PT">Creio profundamente </span><span lang="PT-BR">que uma das melhores qualidades de quem governa é inspirar esperança aos governados. Falo da esperança de que podemos ser melhor do que somos. Esperança que os problemas de hoje deixarão de sê-los amanhã. Esperança de que a vida poderá ser melhor e acima de tudo esperança de que os nossos frutos serão sempre melhores que as nossas sementes.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">A esperança num amanha melhor guia quase sempre a tendência dos eleitores. É assim na América, na Europa, na Ásia, em África e assim será em Angola.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:12pt 0 0;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span><span lang="PT-BR"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Adalberto Fernandes<br />
Junho 2008</span></span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/adalbertus.wordpress.com/8/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/adalbertus.wordpress.com/8/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/adalbertus.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/adalbertus.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/adalbertus.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/adalbertus.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/adalbertus.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/adalbertus.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/adalbertus.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/adalbertus.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/adalbertus.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/adalbertus.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/adalbertus.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/adalbertus.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/adalbertus.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/adalbertus.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=8&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>De William Gallas para Fabrice Alcebiades Maieko Akwa!!!</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 15:32:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adalbertus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando na jornada 27 da Primeira Liga Inglesa de Futebol o Arsenal jogava contra a equipa do Birmingham, dois aspectos mexeram profundamente comigo. O primeiro foi a falta horrível cometida sobre o atacante croata do Arsenal, Eduardo. Apesar de aparentemente não ter havido uma intenção maliciosa, a falta, segundo a equipa médica, provocou a fractura [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=7&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img src="http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/41753000/jpg/_41753326_akwa300.jpg" align="right" height="174" width="174" /><span>Quando na jornada 27 da Primeira Liga Inglesa de Futebol o Arsenal jogava<span>  </span>contra a equipa do Birmingham, dois aspectos mexeram profundamente comigo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O primeiro foi a falta horrível cometida sobre o atacante croata do Arsenal, Eduardo. Apesar de aparentemente não ter havido uma intenção maliciosa, a falta, segundo a equipa médica, provocou a fractura da fíbula do atacante que ficará nas <i>boxes</i> pelo menos até o final da época. Ainda antes de ter tido a oportunidade de ver o estado em que ficou a perna do jogador já o desespero estampado nos rostos dos seus companheiros dizia tudo – Eduardo estava em maus lençóis. A ele desejo boa sorte e rápida recuperação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O segundo aspecto foi a conduta do defesa do arsenal, William Gallas que para além de ostentar a lendária camisola 10 é tão somente o Capitão da equipa – ou seja o Skipper como são conhecidos os capitães no futebol em terras de sua majestade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Gallas ou Willy como era carinhosamente tratado quando representava o Chelsea, não fez jus ao seu estatuto de capitão, protagonizando um espectáculo triste e lamentável traduzido em gestos agressivos, histeria e falta de apoio aos companheiros de equipa, diga-se seus pupilos em campo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>O brilhante momento que o Arsenal vive pode de facto estar em perigo com a lesão de Eduardo, mas esta baixa deverá em minha opinião ser apenas o início do problema. Eduardo era apenas um jogador influente na manobra da equipa, já Willy era suposto ser o capitão, a face e o coração da equipa, um líder dentro do campo e se me permitem um general no campo de batalha.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 0.0001pt;"><span>Um capitão não corre em desespero quando a sua equipa sofre um <i>penalty</i> a caminho dos 90 minutos, um capitão não pontapeia painéis publicitários e acima de tudo não se desfaz em lágrimas após o apito final, nem entra para o balneário berrando histericamente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>E há mais, quando Emanuel Adebayor perdeu uma soberba chance de passar o esférico para o seu companheiro Bentnar preferindo arriscar e falhar, criou-se um gelo entre os dois jogadores que já não casam muito bem. Mas naquele momento onde estava o capitao para por ordem na casa? – dizem as más línguas que estava a derramar lágrimas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>William Gallas que chegou já a casa dos 30 anos, acabou por demonstrar nesse dia que a sua idade mental está muito abaixo dos 30 anos e que está totalmente despreparado para conduzir a sua equipa com a maturidade, espírito de liderança, esmero e responsabilidade que se exige de um <i>skipper</i>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Logo após deste triste espetáculo, veio-me a cabeça a imagem daquele que foi nos últimos anos o grande capitao dos Palancas Negras. Aquele que com a sua maturidade e o seu espírito de liderança conduziu a equipa nacional angolana ao mundial de 2006 na Alemanha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Na altura, Akwa estava inclusive sem clube, e portanto sem rítmo competitivo e sem as mais de 70,000 libras que Gallas ganha semanalmente ao serviço do Arsenal. Ainda assim Akwa conseguiu, contra o Rwanda, fazer o golo que transportou Angola pela primeira vez para o maior palco do futebol mundial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Nesta prova, mais uma vez, o nosso Akwa soube </span><span>ser o capitão, o líder, o rosto e o coração daquela equipa que soube honrar o seu estatuto de pioneira batendo-se com dignidade e honra contra selecções de craveira mundial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Em suma, o nosso grande <i>Akwa</i> desfilou um manancial de qualidades que sem dúvida fazem falta ao <i>pequeno </i>capitão do Arsenal.</span><span></span></p>
<p>Adalberto Fernandes<br />
Fevereiro de 2008</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/adalbertus.wordpress.com/7/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/adalbertus.wordpress.com/7/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/adalbertus.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/adalbertus.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/adalbertus.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/adalbertus.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/adalbertus.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/adalbertus.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/adalbertus.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/adalbertus.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/adalbertus.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/adalbertus.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/adalbertus.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/adalbertus.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/adalbertus.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/adalbertus.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=7&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Por onde anda a Responsabilidade Social Individual</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 00:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adalbertus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias de hoje, muito se fala, escreve e debate sobre a responsabilidade social dos governos e das empresas nos seus mais variados quadrantes. Assim, não terá sido por acaso que, na segunda semana de Janeiro, a Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto &#8220;despertou&#8221; o país, que ainda vivia a ressaca da quadra festiva [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=6&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.corrieblog.tv/question_mark.jpg" align="left" height="117" width="109" />Nos dias de hoje, muito se fala, escreve e debate sobre a responsabilidade social dos governos e das empresas nos seus mais variados quadrantes. Assim, não terá sido por acaso que, na segunda semana de Janeiro, a Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto &#8220;despertou&#8221; o país, que ainda vivia a ressaca da quadra festiva e feriados que se seguiram, realizando a primeira Conferência Internacional sobre Direito, Ética e Responsabilidade Social. Um evento que diga-se de passagem, foi de grande envergadura académica, social e política.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Estou completamente de acordo que o estado angolano, tal como qualquer outro, tem as suas responsabilidades sociais e deve, através do governo, cumpri-las com esmero e acima de tudo com a responsabilidade que lhe é exigida.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Respeito também em certa medida a abordagem do renomado economista Americano, Milton Friedman*, quando disse que a responsabilidade social das empresas é aumentar os seus rendimentos. Entretanto, é cada vez mais incontornável a ideia de que as empresas vão progressivamente assumindo uma conduta socialmente responsável não só através do cumprimento das suas obrigações legais, mas também através de uma postura moral e ética que eleve o seu perfil, assegure e melhore a sua imagem e acima de tudo que garanta a continuidade e crescimento dos seus negócios.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Inquieta-me o facto de pouco ouvir falar sobre a responsabilidade que cada um de nós como indivíduo deve emprestar a sociedade, ao ambiente, ao próximo e porque não a nós mesmos. A realidade quotidiana dá-me exemplos reais e profundos de comportamentos e práticas que reflectem um egocentrismo preocupante. Exemplos destes vão desde o tipo de programas, notícias e anúncios publicitários que &#8220;invadem&#8221;  os nossos lares, através da TV e outros meios de comunicação de massas,  comportamentos no trânsito, até ao nível de tomadas de decisões movidas pelo interesse individual em detrimento dos interesses da maioria e das gerações futuras.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Uma análise mais restrita, mas de uma área nuclear e importante, leva-me a olhar para o declínio da diminuição da responsabilidade dentro das famílias Angolanas, traduzida na crescente taxa de divórcios ou separações, na diminuição de responsabilidades pelo sustento e educação dos filhos por parte dos pais &#8211; graves violações aos padrões éticos e morais por vezes expressos nas leis, mas muito mais vezes ligados à práticas religiosas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Factos evidentes saltam a vista de quem anda ou conduz diariamente por esta cidade de Luanda. Pois facilmente se apercebe, testemunha, sofre na pele ou até pratica actos de vandalismo e desrespeito aos mais elementares princípios humanos e de conduta ética individual sob cobertura de alguma fraca fiscalização e débil sentido de responsabilidade.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Não nos esqueçamos que muitos dos problemas estruturais que Luanda, em particular, enfrenta como a convivência social, o trânsito rodoviário, a gestão dos resíduos sólidos, o desrespeito por determinadas normas administrativas, resultam também de falta de responsabilidade individual.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Há outro conjunto de questões que se prendem com a responsabilidade que temos em relação às gerações futuras no que refere a sua educação e compromisso com o ambiente particularmente com as alterações climáticas, poluição, gestão sustentável dos recursos naturais como a água, solos, biodiversidade, etc.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Acho pois, que é chegada a hora de cada um de nós, independentemente da sua realidade socio-económica, definir e implementar na medida do possível um Plano de Acção pessoal que implique uma conduta ética e responsável em tudo que faz. Este Plano deveria incluir elementos como a promoção da tolerância, paz, aceitação da diferença, ser livre mas respeitando a liberdade de outros, ser um consumidor consciente, buscar o auto conhecimento e equilíbrio interiores, praticar e aplaudir o bem, assim como influenciar outros para que o façam.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Acredito que, revertida esta falta de responsabilidade, e consequentemente agindo de forma social e moralmente aceitáveis estaremos a facilitar a nossa própria vida e reforçar a acção do estado nas suas obrigações sociais e na edificação de uma nação que para além de rica em recursos naturais foi agraciada com um povo empreendedor, jovem, virtuoso e pacífico que deve caminhar para a inevitável prosperidade.</p>
<p>Adalberto Fernandes<br />
Março de 2008</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/adalbertus.wordpress.com/6/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/adalbertus.wordpress.com/6/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/adalbertus.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/adalbertus.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/adalbertus.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/adalbertus.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/adalbertus.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/adalbertus.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/adalbertus.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/adalbertus.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/adalbertus.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/adalbertus.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/adalbertus.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/adalbertus.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/adalbertus.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/adalbertus.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=6&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Gestão da reputação como base do sucesso empresarial</title>
		<link>http://adalbertus.wordpress.com/2008/03/02/gestao-da-reputacao-como-base-do-sucesso-empresarial/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 23:47:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adalbertus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Reputacao]]></category>

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		<description><![CDATA[No mundo globalizado e industrializado de hoje, as empresas competem para atrair a atenção daqueles que jogam um papel chave na conquista dos seus objectivos, sejam eles clientes, entidades reguladores, NGO’s, instituições financeiras ou outros como a imprensa que actualmente dá muito ênfase a escândalos envolvendo má gestão, corrupção, monopólio e acções de impacto ambiental [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=5&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img src="http://adalbertus.wordpress.com/avatar/adalbertus-128.jpg?1204663247" align="right" height="128" width="128" /><span class="introduction"><span>No mundo globalizado e industrializado de hoje, as empresas competem para atrair a atenção daqueles que jogam um papel chave na conquista dos seus objectivos, sejam eles clientes, entidades reguladores, NGO’s, instituições financeiras ou outros como a imprensa que actualmente dá muito ênfase a escândalos envolvendo má gestão, corrupção, monopólio e acções de impacto ambiental e social.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span class="introduction"><span>Assim, as questões a volta da reputação empresarial influenciam as escolhas dos clientes, afectam o volume de vendas e em sociedades onde a alta finança é uma realidade têm um impacto no valor das acções junto das respectivas bolsas de valor, constituindo um risco ou uma fonte de oportunidades</span></span><span>.<span class="introduction"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><b><span class="introduction"><span>Afinal de contas o que é a reputação?</span></span></b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span class="introduction"><span>No contexto empresarial a reputação é vista como o somatório das opiniões dos públicos tendo como base as suas experiências com os produtos e serviços prestados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span class="introduction"><span>Entretanto, para entender e gerir a reputação empresarial é preciso entender alguns dos seus componentes como a imagem e a identidade. A imagem é normalmente considerada como o reflexo do conjunto de pontos de vista ou qualidades que os clientes atribuem a uma dada empresa ou marca, enquanto que a identidade passa a ser a sua auto apresentação estrategicamente planeada. Estes componentes constituem a espinha dorsal da cadeia que forma a reputação empresarial. A título de exemplo <i>a empresa de telecomunicações, Unitel, identifica-se e se auto apresenta como <span> </span>uma companhia que encurta a distancia entre as pessoas prestando um serviço de telefonia móvel de qualidade (O próximo mais próximo) </i>– esta é a sua identidade ou o seu auto-retrato, entretanto a sua imagem será o reflexo do conjunto de opiniões que os diferentes clientes terão da mesma e da qualidade dos seus serviços. Sendo assim a identidade e a imagem são a espinha dorsal da cadeia que forma a reputação empresarial.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 0.0001pt;"><span>Como forma de avaliar a empresa Americana mais admirada pelo público, a famosa revista <i>Fortune</i> estabelece um ranking anual com base em factores como a inovação, talento dos funcionários, responsabilidade social e financeira, qualidade da gestão, investimento a longo prazo e qualidade dos produtos e serviços.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 0.0001pt;"><span>Em Angola, diria que para além da qualidade dos produtos e serviços, os factores que deverão afectar mais a reputação das empresas que cá operam são os seguintes:</span></p>
<ul>
<li><b><span>Responsabilidade Social</span></b><span>. Numa sociedade em reconstrução como a nossa as empresas devem ter momentos em que ultrapassam as suas obrigações mínimas especificadas ou reguladas por lei, expressando assim um elevado nível de responsabilidade e elevando o seu perfil ético.</span></li>
</ul>
<ul>
<li><b><span>Relacionamento com os públicos</span></b><span>. Em muitos casos, certos grupos sociais podem influenciar fortemente o resultado de actividades empresariais. Assim, é importante que as empresas identifiquem, planeiem e implementem estratégias para engajar os seus públicos influenciando assim a maneira como estes vêm e julgam a empresa.</span></li>
</ul>
<p><span></span></p>
<ul>
<li><b><span>Comunicação empresarial</span></b><span>. A comunicação empresarial deve ser vista como uma das ferramentas mais poderosas no nosso mercado para uma eficiente construção de relações e imagem. A comunicação empresarial é acima de tudo um instrumento de gestão pelo qual todas as formas e meios de comunicação e <i>marketing</i> são usados de maneira eficiente para elevar e manter o bom-nome da empresa. </span></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 0.0001pt;"><span>Entretanto, estes factores de influência não podem ser implementados de modo isolado. Eles precisam de fazer parte de um plano de relações públicas, concebido e executado por profissionais treinados e qualificados na área, com o objectivo de conduzir e gerir a reputação da empresa.</span></p>
<p class="first-para" style="margin-top:0;text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';">Estes profissionais podem, em sintonia com os objectivos estratégicos da empresa, planear e implementar as acções que irão ajudar a empresa a atingir os seus objectivos, bem como criar instrumentos que permitem um acompanhamento constante da reputação da empresa</span></p>
<p class="first-para" style="margin-top:0;text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';">Uma boa reputação cria valor económico que deve ser protegido e valorizado. O mundo de hoje prova-nos que quando os públicos têm uma opinião positiva sobre uma certa empresa, esta fica mais habilitada a novas oportunidades, ganha mais aliados e acima de tudo melhora a eficiência do seu negócio. Por outro lado quando os clientes não confiam numa determinada marca ou num determinado nome gera-se o processo inverso.</span><span></span></p>
<p class="first-para" style="margin-top:0;text-align:justify;"><span>Assim, toda a empresa que pretender revestir o seu nome com uma forte reputação, deverá dar ênfase no seu planeamento e gestão para assegurar que sua imagem esteja a altura de suportar a consecução dos objectivos estratégicos do seu negócio e enfrentar a concorrência.</span></p>
<p class="first-para" style="margin-top:0;text-align:justify;">Adalberto Fernandes<br />
2007</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/adalbertus.wordpress.com/5/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/adalbertus.wordpress.com/5/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/adalbertus.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/adalbertus.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/adalbertus.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/adalbertus.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/adalbertus.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/adalbertus.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/adalbertus.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/adalbertus.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/adalbertus.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/adalbertus.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/adalbertus.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/adalbertus.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/adalbertus.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/adalbertus.wordpress.com/5/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=5&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Angola na rota da revolução energética?</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 23:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adalbertus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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		<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[biocumbustivel]]></category>
		<category><![CDATA[etanol]]></category>

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		<description><![CDATA[Na sua recente visita a Angola, o Presidente Brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, convidou o estado Angolano a participar daquilo que muitos especialistas económicos chamam de &#8220;revolução dos bio-combustíveis&#8221;. Convite este, prontamente abraçado através da criação de uma sociedade de direito angolano constituída pelos grupos Damer, Odebrecht, e Sonangol que se comprometeram a produzir, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=3&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img src="http://api.ning.com/files/K2le7yuGJXgIQ1VHvscCiIoV2r9*z7pVrZgmTkh8mHw_/RisingPhoenixFlowerLogo2.jpg?width=72" align="right" height="85" width="85" /><span>Na sua recente visita a Angola, o Presidente Brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, convidou o estado Angolano a <span>participar daquilo que muitos especialistas económicos chamam de &#8220;revolução dos bio-combustíveis&#8221;. Convite este, prontamente abraçado através da criação de </span>uma sociedade de direito angolano<span> </span>constituída pelos <span>grupos </span>Damer, Odebrecht, e Sonangol que se comprometeram a produzir, em Angola, energia com base em cana-de-açúcar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Fala-se num investimento de 200 milhões de dólares, numa área agrícola de 30 mil hectares com uma unidade industrial que produzirá 160 mil toneladas de açúcar, 50,000 m³ de álcool, 140 Mwh de energia eléctrica por ano criando assim mais de dois mil postos de trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Mais do que realçar estes indicadores, vale lembrar e enfatizar o sentido estratégico dos dois estados em caminharem rumo ao futuro investindo nesta fonte de energia que prevê também resgatar o potencial agro-industrial do país, que num passado não muito distante jogou um papel de destaque entre os países exportadores de produtos agrícolas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>É bem verdade e foi já dito por analistas em questões de desenvolvimento que faltam muitas décadas para que os bio-combustíveis se tornem numa fonte importante de energia alternativa para o continente, mas que a sua produção poderia significar um impulso às economias do continente gerando receitas e reduzindo a dependência que determinados países têm na importação de combustíveis fósseis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>A importação de combustíveis não é uma realidade muito marcante para Angola uma vez que para além de ser o segundo maior produtor de crude na África Sub-sahariana com uma produção que se estima actualmente em cerca de um milhão e meio de barris por dia, Angola também espera ver a sua capacidade de refinação aumentada significativamente em mais cinco vezes com a refinaria do Lobito cuja construção deverá começar em 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Países há como o Quénia, Namíbia, Ghana e Zâmbia que têm o petróleo e seus derivados como uma parte expressiva das suas importações, mas ao mesmo tempo se encontram numa posição vantajosa devido as suas vastas áreas não cultivadas e custos baixos associados a actividade agrícola.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Os bio-combustíveis poderão então alterar essa equação, fazendo com que parte dos recursos hoje usados na importação de combustíveis fique nas mãos dos agricultores e da indústria de bio-combustíveis impulsionando assim o crescimento económico destes países e reduzindo a sua dependência das importações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>É entendimento que é possível fazer dos bio-combustíveis uma alternativa que para além de não ser abrasiva para o ambiente, jogará um papel fundamental na melhoria da vida dos agricultores e populações rurais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Não será por acaso que algumas das maiores petrolíferas do mundo, como a BP, Chevron, Exxon e a Marathon têm investido seriamente neste sector, fundamentalmente através da construção de fábricas piloto e financiamento a investigação científica para a descoberta da segunda geração de bio-combustíveis. Tudo isto numa altura em que há indicadores que prevêem que os bio-combustíveis passem a responder por 30% do consumo mundial para veículos de transporte em 2030.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Assim sendo, Angola está já posicionada na linha da frente para impulsionar esta indústria tendo como principal parceiro o Brasil, líder da revolução da energia renovável, e reconhecido mundialmente pelo pioneirismo na introdução do etanol na sua matriz energética. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Há quem pense que em 15 ou 20 anos a chamada geopolítica do petróleo se transforme numa geopolítica dos combustíveis abrindo espaço para o domínio de países como o já citado Brasil, Austrália, China, índia e determinados países africanos onde se poderá incluir Angola.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Assim sendo, Angola que poderia figurar na lista de países desinteressados no desenvolvimento deste sector devido aos seus “petrodólares”, poderá engajar-se no seu desenvolvimento usando a sua já provada capacidade de influenciar políticas a nível regional para ser o impulsionador e denominador comum desta “revolução energética” no continente. Outros gigantes do petróleo africano como a Nigéria e a República do Congo têm ensaiado algumas iniciativas a nível dos bio-combustíveis e seria interessante ver outros produtores como a Argélia, Líbia, Egipto e Guiné Equatorial a empreenderem iniciativas neste sector na perspectiva de mitigar os riscos de gerações vindouras que não mais contarão com as actuais reservas provadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>É verdade que se estima que os países da Africa sub-sahariana venham a receber mais de 200 biliões de dólares em receitas derivadas da produção petrolífera na próxima década o que lhes permitiria estabelecer as bases para um futuro próspero das suas nações, mas é também verdade que historicamente os recursos do petróleo não têm ajudado os países em desenvolvimento a reduzir a pobreza tendo em alguns casos servido para alimentar conflitos armados e outros infortúnios sociais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Assim, seria interessante começarmos a ver a materialização dos primeiros passos acordados a nível da exploração e produção de bio-combustíveis em Angola e a sua consequente expansão e replicação na região. Desta forma estaríamos talvez a implementar uma estratégia de longo prazo com impacto positivo no crescimento, diversificação e desenvolvimento económico do país, melhoria da qualidade de vida do cidadão com realce para as zonas rurais criando um efeito “bola de neve” nas gerações vindouras e que poderá potenciar as aspirações económicas e políticas do estado angolano na região.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Adalberto Fernandes<br />
Novembro de 2007</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/adalbertus.wordpress.com/3/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/adalbertus.wordpress.com/3/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/adalbertus.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/adalbertus.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/adalbertus.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/adalbertus.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/adalbertus.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/adalbertus.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/adalbertus.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/adalbertus.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/adalbertus.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/adalbertus.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/adalbertus.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/adalbertus.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/adalbertus.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/adalbertus.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=adalbertus.wordpress.com&amp;blog=3040186&amp;post=3&amp;subd=adalbertus&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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